Se você acha que entender Deleuze filosofia virtual é como desvendar os mistérios do universo (ou fazer uma receita de bolo sem a lista de ingredientes), você não está sozinho. Esse pequeno livro de Éric Alliez é um mergulho na cabeça do filósofo Gilles Deleuze, que, acredite, estava mais interessado em criar conceitos que poderiam mudar sua visão de mundo do que em seguir todas as regras da lógica. Prepare-se para um passeio filosófico que pode deixar seu cérebro um pouco tonto, mas totalmente iluminado!
No início, Alliez nos apresenta a ideia de que a filosofia de Deleuze é "virtual". Mas calma, não estamos falando de um tipo de realidade aumentada ou um videogame de mundo aberto. A virtualidade de Deleuze diz respeito a um potencial que ainda não se manifestou. Ou seja, tudo que poderia ser, mas ainda está em um estado de planejamento. Basicamente, Deleuze queria desafiar a maneira como vemos o mundo e a realidade que nos cerca. Se você sempre sonhou em ser um filósofo mas nunca teve coragem, talvez esse seja o seu momento de brilhar!
Um dos conceitos centrais discutidos é o de "acontecimento", em que Deleuze se afasta da ideia de causa e efeito que todo mundo ama. Ao invés disso, ele sugere que devemos mais nos preocupar com as experiências e a própria dinâmica dos eventos que ocorrem. Então, em vez de se perguntar "o que causou isso?", pergunte "como isso afeta a realidade?". É como se ele estivesse dizendo: "Para de pensar tanto e vai viver!".
Outra passagem importante é sobre as "máquinas desejantes". E não, não estamos falando de robôs que desejam pizza (embora isso fosse incrível). Deleuze e Guattari (isso mesmo, eles são um combo) propõem que o desejo não é apenas algo que nos move, mas também o que constrói e destrói realidades. O desejo é a força criativa por trás da vida, um verdadeiro combustível que pode levar você a lugares que nem imaginava!
Agora, se você está esperando que Alliez encerre o livro de maneira simples ou que entregue a "fórmula perfeita" para entender Deleuze, sugiro que aguarde sentado - talvez até tomando um chá de camomila. Ele nos sugere que essa filosofia é um movimento contínuo; é como brincar de pega-pega com a verdade. Você nunca vai realmente pegá-la, mas a diversão está na perseguição.
E por falar em perseguição, atenção para os spoilers: não há uma resposta definitiva no universo de Deleuze, porque, bem, essa não é a filosofia dele. O que Alliez realmente nos oferece é uma provocação para que continuemos questionando, explorando e, acima de tudo, experimentando a vida com olhos (e mentes) bem abertos.
Portanto, Deleuze filosofia virtual não é um manual, mas sim um convite: um convite para você criar sua própria realidade, refletir sobre seus desejos e viver os acontecimentos a plenos pulmões. Se algum filósofo me perguntasse o que eu tirei desse livro, eu diria: "Desfrute do caos e faça valer a pena!"