Se você achava que os políticos brasileiros não podiam ser mais caricatos, Matheus Peleteiro vem com O Ditador Honesto para mudar sua visão sobre a hilariante (ou trágica?) relação entre ética e poder. Neste livro, o autor nos brinda com uma sátira política repleta de bom humor, um tapa na cara da realidade e uma boa dose de absurdos. Prepare-se, porque a viagem ao mundo da política vai te fazer rir e refletir ao mesmo tempo!
O enredo gira em torno de um governante que se autodenomina o "ditador honesto". Isso mesmo, você leu certo! Em vez de ser mais um desses chefes de estado que vivem enchendo o bolso às custas do povo, esse cara decidiu que ia fazer tudo direitinho. Um típico "como não fazer" da política. Mas, claro, a honestidade dele levanta algumas sobrancelhas e provoca situações que vão fazer você se perguntar: "mas que país é esse?"
A história começa em um cenário onde o protagonista, se autoproclamando honesto, tenta implementar uma série de reformas que prometem mudar a nação para melhor. Spoiler alert! Pequenos detalhes, como a má vontade de seus assessores, a resistência encarniçada dos opositores e a tradicional "jeitinho brasileiro" fazem com que suas boas intenções sejam constantemente sabotadas. Afinal, já dizia o ditado: "O inferno está cheio de boas intenções".
Ao longo da narrativa, Peleteiro se utiliza de diálogos afiados, situações surreais e personagens que são verdadeiras caricaturas do cenário político. Temos o conselheiro corrupto que, pasmem, não consegue ser honesto nem nas piadas, a jornalista que mais parece uma detetive à la Sherlock Holmes e os cidadãos que se dividem entre esperançados e apáticos enquanto a situação do país fica pior que a fila do pão na véspera de feriado.
Um ponto interessante na trama é como o autor aborda o conceito de honestidade. O "ditador honesto" se depara com dilemas morais que fazem até o mais cínico dos leitores pensar: "E se fosse eu no lugar dele?" Ele tenta manter sua ética intacta em meio a um mar de corrupção e interesseiros, mas a vida política é mais traiçoeira do que muitos podem imaginar.
No desfecho (aí vem o spoiler, hein?), o "ditador honesto" acaba percebendo que ser um governante idealista em um mundo repleto de hipocrisia e ganância é uma tarefa tão difícil quanto encontrar uma agulha num palheiro. Não que o plano dele tenha dado completamente errado, mas as reviravoltas mostram que a honestidade, às vezes, pode ser a maior fraqueza em um sistema que valoriza justamente o contrário.
O Ditador Honesto é uma leitura leve, que faz seus leitores rirem, refletirem e quase sentirem vontade de se tornar ativistas, mas não se esqueça, a realidade é mais louca do que a ficção, e a honestidade pode até ter suas consequências... negativas! Se você procura uma obra que mistura comédia e crítica social, pegou o livro certo. Então, corra para o próximo capítulo, e que comece a hilariante batalha por um governo honestíssimo!